domingo, 26 de setembro de 2010

O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...


Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

E faço o tempo esperar como esperei...

Quando eu criei o blog, tinha como plano escrever pelo menos três vezes por semana. Até consegui nas primeiras semanas. Só que agora... Estou custando pra escrever uma vez! TEMPO!!! Está me faltando tempo...

Como o tempo é uma coisa relativa... O mesmo período de horas pode ser tido como pouco ou muito dependendo do que se refere. Quando estamos esperando algo os dias não passam, mas quando estamos atolados de coisa pra fazer as horas correm e você fica pedindo mais horas, além das 24 normais.

Móveis Coloniais de Acaju tem uma música legal sobre o tempo (que se chama O Tempo! Rsrsrs). O refrão diz assim: “O tempo engatinhar do jeito que eu sempre quis. Se não for devagar que ao menos seja eterno assim!”. Recomendo!

Eu sempre paro pra pensar na vida quando escuto essa música... E perco um pouco de tempo nisso!!! Mas, às vezes, é bom se desligar de tudo e parar. Simplesmente não levantar da cama num domingo chuvoso e ficar lembrando do passado, ou de coisas recentes... Sei lá! Como se estivéssemos organizando aquela gaveta do criado, cheia de papeis que você nem imaginava que estavam ali. Só que papeis podem ser jogados fora, lembranças não. E isso me chateia, às vezes. Por que não podemos guardar somente as lembranças boas? Mas tudo bem! Erros são cometidos para nos fortalecer.

Parece que mudei a direção do post... Ou não! Diga você que está lendo isso... É que meu tempo acabou! Te+

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Levanta-te! É preciso caminhar sem medo...

Fim de semana passado fui pra um retiro católico. Fazia tempo que estava com vontade de uma renovação espiritual. E acredito que as coisas aconteçam ao seu tempo. E esse era o tempo.

O encontro chama-se REPIC (reflexão para iniciação cristã) e acontece aqui em Alfenas. Muitas pessoas acharam graça, “como assim, você num encontro de igreja?”, recriminaram-me por perder o fim de semana numa fazenda, isolada da cidade, longe das festas e shows que iam acontecer. Mas era o que eu queria fazer. E fiz!

Esse encontro me fez lembrar da época que ainda morava em Passos, quando tinha meus 14 anos e fiz meu primeiro encontro de jovens. Era o E.A.C. (encontro de adolescentes com cristo). Foi muito bom pra mim, mas foi bom por ter sido no momento certo. Não no momento que eu queria, aconteceu no momento que tinha que acontecer. Fiz muitos amigos. Uns tenho contato até hoje. Alguns se tornaram para mim melhores amigos. Era uma felicidade ir às reuniões sábado à tarde, ver a galera, sair pra comer pastel ou tomar sorvete. E também tinha as pregações. Não era só festa não! Saudades demais disso tudo! Ficaria escrevendo sobre essa fase da minha vida a noite inteira, mas deixa pra outro post!



Depois fiz mais dois outros encontros: Segue-me e Sagrada Família. Mas ainda estava muito ligada ao E.A.C. Tão ligada que só me afastei pelo fato de ter vindo para Alfenas. O pessoal já me chamava de vó pelo tempo que eu estava lá. Mais um pouco me transformava em fóssil!

Mas voltando ao REPIC. Teve uma menina que disse já ter me visto na facul, mas que nunca achou que eu fosse da igreja. Olha isso!!! Devo ter cara de tranqueira mesmo. Mas o melhor foi depois. Ela viu que ser jovem é ser tudo ao mesmo tempo: festeiro, religioso, estudioso...sei lá mais o que! Até virou minha amiga e sábado estaremos nós festando aqui em Alfenas! E hoje pude dar esse testemunho não só aqui, mas lá na pastoral, local onde ocorrem as reuniões semanais da galera do REPIC. E prometo seguir fielmente e, além disso, levar alguns amigos da “balada” pra lá. Falei mais algumas bobeiras, que depois eu conto...contudo, o que mais me marcou foi o fato do próprio pessoal da pastoral ter vindo falar comigo, dizendo que curtiram o meu testemunho, pois foi muito sincero, assumindo meu lado meio desleixado de viver! E era isso que eu queria escrever hoje...e deixa eu ir, que tão me chamando pra bebe uma no Dery!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cultura mineira...e das boas!!!

VERBO SER

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser esquecer.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Amor & Sexo

“Amor é isto. Sexo é aquilo e, coisa e tal.” É difícil falar de um sem falar do outro. Como se um completasse o outro. Pode se dizer que sim. “Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor é vontade.”

As mulheres afirmam que está faltando homens. Falta o homem que elas querem isso sim. Dizem que as cantadas estão cada vez piores e que alguns até usam força bruta para chamar a atenção. E isso não dá muito certo! Eles já dizem que as mulheres estão bem saidinhas, que perderam o medo de tomar a iniciativa. E não gostam muito disso. Até afirmam que mulher assim não presta para namorar. “Ela procurava um príncipe, ele procurava à próxima!” O verso anterior é de uma música do Skank, chamada Formato Mínimo, e reflete muito essa perspectiva, tanto da mulher quando do homem que sai para a balada atrás de amor ou de sexo (recomendo a música!).

A mulher, no caminhar dos tempos, conquistou seu espaço, tanto no trabalho quando na política, sem falar na nova postura em relação a paquera. Elas estão fazendo o que querem: saem com as amigas para tomar uma cerveja, conversam, dançam e até tomam a iniciativa na hora da paquera. Para elas isso é ótimo. É uma nova forma de independência.
E os homens continuam os mesmos? Alguns sim. Curtem a balada com os amigos, bebem até e só pensam em pegar. Pegar e não se apegar. E reclamam das mulheres saidinhas. Não gosto de generalizar, até têm alguns que não são bem assim. Só não sei onde eles estão!

Posso estar sendo um pouco feminista nesse texto, mas não dá para não defender o nosso lado. Somos desde pequenas criadas para sermos donas de casa, esperando casamento, etc. E quando crescemos, vemos que a vida pode não ser bem assim (pelo menos é isso que acho!). Muito menos como um conto de fadas.
Está cada vez mais complicado falar sobre relacionamentos. E as máximas que mulher pra frente é tida como piriguete (ou coisa parecida) e que homem só quer saber de galinhar ainda não mudaram. Principalmente quando vemos ou lemos sobre o assunto.


Sei que usei no titulo e no primeiro parágrafo a palavra sexo, mas não falei sobre ele no texto. Na verdade, não precisa nem falar, ele fica subentendido nas entrelinhas, blz? E também queria manter a tradição de usar título referente à música.

Será que um dia iremos mudar nos paradigmas amorosos? Acredito que não. Mas continuaremos prestando atenção nas coisas que acontecem ao nosso redor. E vivendo! Esperando, sentada na porta de casa, o cara errado passar de bicicleta! (ou você ainda acredita em príncipe num cavalo branco?!)

domingo, 22 de agosto de 2010

Hey, Jude...Help! Don’t let me down

Isso mesmo, The Beatles!
Na sexta ocorreu um show cover aqui em Alfenas. Mto bom! Então resolvi escrever sobre como comecei a curti-los.


A primeira vez, que me lembro, que tive contato com Beatles foi no pré escolar. Lembra daquelas feiras culturais que tínhamos no ensino fundamental? Essas mesmas... O tema era personalidades. Não, meu grupo não falou sobre eles. Falei sobre Airton Senna. Mas outro grupo sim. Quatro meninos, todos de terno, com aquele cabelinho característico, fingindo tocar Yellow Submarine. Tínhamos uns seis ou sete anos (e ainda lembro-me disso?!?!).

A segunda vez passou um tempinho bom. Eu já estava na oitava série, uns 14 anos, e entrei num curso de inglês. Professor adorava Beatles e costuma passar músicas para melhorar nosso aprendizado. Uma delas foi Hello, GoodBye. Na época ainda não curtia muito, mas cheguei até a decorar a letra dessa.


A terceira vez já foi ano passado. Aqui em Alfenas mesmo. Teve um tributo aos Beatles no DCE da facul e mesmo não sabendo nenhuma música acabei indo. E nesse mesmo ano, tentando sintonizar uma emissora de rádio para poder escutar um jogo do Cruzeiro, só consegui uma emissora, AM ainda, que estava fazendo homenagem a eles. Duas horas diretas de música. Depois disso, estava eu no computador baixando as músicas!

Pronto. Apaixonei! E quando vi, nas férias de julho, o outdoor com a propagando do show cover logo fiquei animada e já sai combinando com a turma. Pra quem não foi, perdeu! O show foi feito em três partes. Na primeira, estavam de terno preto. Na segunda, estavam com aquelas fantasias tipo fanfarra, super coloridas. E no final, calça jeans e camiseta, bem informais. Cantaram os maiores sucessos e fizeram a galera pedir mais. A atitude de palco, os instrumentos com cara de antigos... Nossa! Queria ter tirado fotos para colocar aqui, mas não deu.


Mas a lembrança na minha memória e das pessoas que estavam lá já basta. Senti-me na década de 60, num show realmente dos The Beatles! E quase me descabelei como uma fã da época.

ZoomBeatles - A Hard Day's Night

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Short skirt, long jacket...

Adoro escrever. Adoro moda. E por que não escrever sobre moda no blog? Usarei as duas coisas que mais gosto de uma vez só. Vamos lá então!

O que é moda? Alguns responderiam que é aquilo que se vê nas passarelas. Outros responderiam que é aquilo que se vê nas ruas. E eu respondo: um pouco dos dois! Até por que nem tudo que vemos nas passarelas dá para se levar para a rua. E na rua, nossa! Vemos cada coisa, cada combinação.
Moda, para alguns, é sinônimo de grife, de coisa cara. Algo que não está acessível a todos. Não é bem assim. Sabendo escolher pode-se estar na moda sem gastar muito com isso (e eu sei muito bem disso). Sabendo escolher as peças certas você pode conseguir o tão sonhado guarda-roupa do seu sonho.
Brechós. Já ouvir falar deles? Não? Como assim? Até as modelos, tão bem pagas pelos desfiles e campanhas, já se renderam a esse novo “luxo”. E cá entre nós, quem nunca usou uma roupa usada de uma prima, que engordou ou “afinou”, que atire o primeiro botão! E ainda digo mais: adoramos pedir roupa emprestada para nossas amigas!
Num brechó, você compra uma roupa usada. Ou até mesmo uma roupa nova. Existem vários brechós que podem ser acessados na net, com vendas on-line. E você ainda conta com sua criatividade. Customizar. Outra palavra que encaixa perfeitamente no mundo da moda e no seu cotidiano.

Junto com uma amiga vou criar outro blog, este somente de moda. Iremos atrás de combinações cotidianas, super produções pra balada, entre outras coisinhas nossas. Esperem!



Enquanto isso...
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